Fabiano Fernandes Garcez: Notícias

Posted: terça-feira, 30 de agosto de 2011 by Fabiano Fernandes Garcez in
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Fabiano Fernandes Garcez: Notícias: Entrevista com o professor e porta Fabiano Fernandes Garcez Jornal Comunicação Regional publica crônica de Fabiano Fernandes Garcez...

a língua

Posted: domingo, 28 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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A língua

válvula do grito

em mim pulsa e vibra

motivos ancestrais

pretensiosa lascívia

em mim e pulsa e vibra

o resultado de nossa língua

emaranhada e uníssona

em mim pulsa e vibra

sinuosa víbora

enfeitiçada, tremida.

Como se fosse o próprio ato

carnificando o que era oco

tocando o indizível

imagético, sensitivo

em mim pulsa e vibra

pelo chocalho da língua

opressão e orgasmo

lexicais convenções

tramadas entre nós

em mim pulsa e vibra

aquilo que eu sinto

meticulosas contorções

das combinações

das línguas.

Bicho da Seda - um poema de Geni Guimarães

Posted: terça-feira, 23 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Nascia

Um belo dia,
emoção forte me causou vertigem,
mamei minha mãe na fonte
de leite fiz um verso virgem.

Dos rios mastiguei os córregos
dos sóis sorvi dourados bicos
tomei do alfabeto, os símbolos
com eles fiz um verso rico.

Mas, da primeira cobra
armada em botes,
aprendi as contorções molengas
tomei da angustia, vida fluída
ri um verso duro, capenga.

Sou hoje colheita descoberta
dos amores de auroras nas fazendas,
extração dos capitães de mato
e dos de Areia do Jorge.

Explico então:

o poeta é um bicho de seda...
que explode

ao bicho da seda

Posted: segunda-feira, 22 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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da folhagem amoreira
teu tecido: nossas vestes
é densidade suave.
Acolhemos as larvas,
ora façamos casulo
- lírica consciência -
tangendo de luz as colheitas.
Eis, no meio do caminho
te encontro pequenino:
Bicho da seda e gente



tome, pegue tua parte
desafinada de pedra
e bate que bate cinzentos
limos dos tempos
liames de nós mesmos
e de lira reverbera.
Afiado atabaque bate
tece o poema sem pressa
dissolve as amarras, esteta:
Bicho da sedosa esfera


Mama tua mãe e espreita
na fonte, mama tua mãe
fértil e fluída senhora
e assim como tu,
poeta e teta, mamo
minha mãe - a fonte plena,
ciranda selvagem pura
e perene - bate que bate
teu fôlego vivo emana:
Bicho de seda nua


se é santa ou serena
se é sádica, virgem
já não se sabe
só sei que nasceu um belo dia
emoção forte, vertigem
necessária e extrema
dissonante atabaque
bate, bate que bate
mama na fonte, explode:
Bicho da sede incessante.

O alucinado tempo da sala de aula

Posted: by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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A questão do tempo é algo que deve ser pensado, analisado e otimizado na prática docente, pois é crucial a sua boa administração para um bom desempenho do professor, em seu planejamento de aulas, que possa se repercutir num desempenho positivo dos alunos. No entanto, lidar com o tempo não é tarefa fácil, exige um esforço contínuo de superação, ainda mais se pensarmos na dinâmica tensa do dia à dia escolar, principalmente ao lidar com o Ensino Médio e Fundamental II, onde tudo deve ocorrer muito rápido, o mais rápido possível, antes que bata o sinal de "troca de aulas" e os alunos simplesmete desapareçam, deixando o professor com aquele sentimento angustiante de "não consegui concluir". Chega ser alucinante este esvaziar e encher das salas de aulas a cada TREEEEEEEEEEEEMMMMMMMM do sinal. Ainda mais ambígua parece ser a tentativa de converter o tempo cronos da sala de aula em tempo cairós, as vezes a aula acontece, capta os alunos, arrebata-os e quando caminhamos para discussões mais complexas, TREEEEEEEEMMMMMMM, o sinal bate e acaba com o encantamento que, os alunos não sabem, mas nós levamos um bom tempo para preparar.
Bem, é fato que o número de "horas atividade" somado ao número de alunos por sala, somado à quantidade de aulas que o professor deve lecionar para ganhar tal salário não são pontos favoráveis à atividade docente, entretanto, acima das dificuldades nós, professores, enquanto profissionais devemos manter a ética com nossos alunos e com nossa tarefa de educar, o que significa agir com seriedade e comprometimento. Deixar de cumprir efetivamente nossas atribuições porquê "não deu tempo", além de prejudicar os alunos prejudica à nós mesmos, fragiliza nossa postura e autoridade na sala de aula - uma vez que os alunos facilmente precebem quando o professor apenas "improvisa" - e então, dificulta a nossa prática.
Enfim, administrar tempo, dentro e fora da sala de aula (ou seja, desde a preparação até a "execução" da aula, ter previmente pensado sobre duração de cada atividade, etc.) é essencial na vida de um professor. Sobretudo, é importante não deixar os alunos "ociosos", saber lidar com o cronometrado tempo de aula de modo à potencializá-lo e não, ingenuamente, negligenciá-lo.

(Roberta Villa)

Caro Ofício

Posted: quarta-feira, 17 de agosto de 2011 by O Blog dos Poetas Vivos in Marcadores:
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Equalizar

o aquém

e o além

Conviver

com eros

e thanatos

Redimir

o inespressivel, o inexpressivo

a ilegível grafia

Adentrar sem pavor

aos agudissímos gritos

e o mais grave silêncio

Subverter o glamur

de uma liberdade impotente

- rédea e ferradura -

Enfrentar com humor

a certeza

e o enigma

Descobrir

ao outro

e a si

Aprender

a ensinar

e aprender

Ensinar

a aprender e ensinar

e aprender